Após muito tempo sem escrever (de novo, fazer o quê?) decidi me pronunciar apenas sobre um assunto: amanhã, dia 19.02.02, vai sair o primeiro número do novo formato do antigo Pasquim. O projeto de ressuscitar o velho periódico que desafiava a ditudaura imposta em 64 e que chegava a 200mil exemplares vendidos em plena censura e AI-5 é de Ziraldo, um dos fundadores da revista. Porém, ele não vai contar com muitos escritores e cartunistas da primeira fase, como Jaguar e Chico Caruso. Dizem eles que é até uma afrontar ressuscitar o Pasquim já que a rotina brasileira virou uma piada explícita. Que é isso senhores? Um de quem eu vou sentir falta (não que tenha vivido naquela época, mas já li vários Pasquim's) vai ser do Henfil (irmão de Betinho), cartunista, criador do capitão Zeferino; bode Orelano; aquele frade cujo nome me escapa à memória; Ubaldo, o paranóico e a Graúna (seu melhor cartum), cuja foto ilustra esta humilde página, além de outros. Pra quem não sabe, Henfil morreu de AIDS (88), decorrente das tranfusões que fazia por causa da hemofilia, mesma doença que acometeu seus dois irmãos (Betinho, o sociólogo e Chico, tb. cartunista e escritor) e os matou.
Enfim, espero que Ziraldo tenha mais sorte com o Pasquim 21 (novo nome), diferentemente de quando lançou a revista Bundas, que não teve tanta aceitação e "morreu" um ano depois de lançada. Só resta achar outro nome pro site e pro zine (cuja edição não demorará para sair), por respeito à essa grande publicação.
Enfim, espero que Ziraldo tenha mais sorte com o Pasquim 21 (novo nome), diferentemente de quando lançou a revista Bundas, que não teve tanta aceitação e "morreu" um ano depois de lançada. Só resta achar outro nome pro site e pro zine (cuja edição não demorará para sair), por respeito à essa grande publicação.
